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Quanto custa montar uma quadra de padel e o payback real

4 min de leitura

Uma quadra de padel no Brasil sai entre R$ 120 mil e R$ 200 mil, e a pergunta que importa não é essa. É quantas horas você precisa vender pra ela se pagar. A resposta muda tudo: com o mesmo investimento, um clube quita em oito meses e outro fica dois anos no vermelho, e a diferença raramente está na obra.

O que custa na obra

A faixa de R$ 120 mil a R$ 200 mil por quadra é a que circula entre fornecedores brasileiros (Padel Prime, texto de junho de 2025 atualizado em novembro). Os itens que puxam o preço:

Quem está montando duas ou mais quadras costuma diluir estrutura, transporte e equipe de montagem, então a segunda quadra sai proporcionalmente mais barata que a primeira.

A conta do payback, com número real

Pra fazer a conta você precisa do preço da hora. Consultei a agenda pública do app Bora em 27 de agosto de 2026: o Match Padel, no Centro de Campo Grande, opera 5 quadras de vidro com a hora a partir de R$ 160. Vou usar esse número, que é praticado de verdade, e não uma média inventada.

Numa quadra de R$ 160 mil, a R$ 160 a hora, o investimento equivale a 1.000 horas vendidas. Se a quadra vende 4 horas por dia, 25 dias por mês, são 100 horas por mês, e a receita bruta cobre a obra em dez meses.

Só que receita bruta não paga investimento. Descontando aluguel do terreno, energia, funcionário, bola, manutenção e impostos, sobra a margem. Se a sua margem operacional for 40%, cada hora vendida contribui com R$ 64, e o payback vai pra 2.500 horas, ou pouco mais de dois anos no mesmo ritmo de 4 horas por dia. Rode essa conta com a sua margem real antes de assinar qualquer contrato de obra. A margem, não o preço do vidro, é o que define o prazo.

O gargalo é ocupação, não preço

Repare no que domina a fórmula: horas vendidas. Uma quadra fica disponível umas 16 horas por dia. Vender 4 significa ocupação de 25%. Passar de 4 para 6 horas diárias derruba o payback em um terço sem você mexer no preço, sem gastar mais um real na obra.

E aqui está a armadilha do padel: a demanda é concentrada. Quando cruzei as partidas abertas no Bora, o pico não estava onde a intuição aponta, e sim de manhã cedo. O detalhe está em Observatório da quadra: o pico do padel é às 8h da manhã. Clube que só olha o horário nobre da noite acha que está lotado enquanto deixa dois terços do dia parado.

O erro clássico de quem acaba de investir é subir o preço da hora pra acelerar o retorno. Preço alto em quadra vazia não gera receita, gera silêncio. O caminho que funciona é preencher a faixa ociosa: rateio de vaga avulsa, day use, aula em horário morto, partida aberta pra quem não tem dupla fechada. As táticas estão em Como encher os horários vagos da quadra de padel.

Vale a pena entrar agora?

O mercado ainda está subindo. O World Padel Report 2025 da Federação Internacional de Padel, divulgado em 3 de dezembro de 2025, aponta mais de 77 mil quadras no mundo, alta de 15,2% em um ano, e coloca o Brasil com 380 clubes e mais de mil quadras, primeira vez que o país passa da casa dos quatro dígitos (Super Padel). A Confederação Brasileira de Padel estima três novas quadras inauguradas por dia no país (Exame, janeiro de 2026).

Três por dia também quer dizer que a sua não vai ser a única do bairro por muito tempo. Quem entra em 2026 não compete mais por escassez de quadra, compete por facilidade de reservar. Do lado do jogador, a conta de quanto custa jogar está em Padel é caro? A conta completa de jogar no Brasil, e ela explica bem por que a hora cheia de quatro pessoas fecha mais fácil que a de dois.

Se você já tem a quadra e o problema virou ocupação, é exatamente isso que o Bora resolve: agenda online, partida aberta pra completar dupla e day use, sem planilha e sem WhatsApp travado.

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